Ministro do STF alega falta de comunicação e entrosamento prévio entre os ministros envolvidos.

O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), contestou a condução do presidente da Segunda Turma, Luiz Fux, em uma sessão que decidiu pelo afastamento do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e do diretor de Inteligência Policial, Leandro Almada.
Em ofício enviado a Fux no dia 11 de setembro e divulgado nesta quinta-feira, 17, Gilmar destaca que a rapidez na pauta e no julgamento da medida sugere um entendimento prévio entre Fux e Mendonça, sem informar os demais membros da Turma.
✨ A decisão de André Mendonça foi registrada no sistema do STF às 8h43 do dia 8 de setembro. Apenas 46 minutos depois, o processo estava na pauta para análise.
O decano observa que a sequência dos eventos mostra um ajuste entre os dois ministros antes da convocação da sessão extraordinária. Na abertura da sessão, às 10h, Gilmar pediu vista dos autos, mas Fux já antecipou seu voto em favor de Mendonça quatro minutos depois.
Gilmar Mendes critica que essa condução não respeita o princípio da colegialidade e a equidistância que deve haver entre os membros do tribunal. Para ele, a presidência deve coordenar as discussões de forma a garantir igualdade entre os ministros.
Por fim, Gilmar ressalta que, como decano do STF, é crucial que todos os membros da Segunda Turma sejam tratados de maneira paritária, evitando que decisões sejam tomadas na pressa sem que todos tenham o devido tempo para se inteirar dos processos.
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Jornalista especializado em Justiça

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