Cadastro revela redução no número de empregadores vinculados a condições análogas à escravidão em comparação com abril.

O governo federal atualizou, nesta terça-feira (6), o Cadastro de Empregadores que submeteram trabalhadores a condições análogas à escravidão, popularmente conhecido como a ‘lista suja’ do trabalho escravo.
Foram adicionados 82 novos empregadores ao cadastro, representando uma queda de cerca de 51,48% em relação à última atualização, realizada em abril. Desses novos nomes, 54 são pessoas físicas e 28 são jurídicas.
✨ As maiores incorporações ao cadastro ocorreram nas atividades de criação de bovinos para corte (8), serviços domésticos (7), produção de carvão vegetal (6) e construção civil (5), resultando no resgate de 553 trabalhadores em condições análogas à escravidão.
Os casos registrados nessa atualização ocorreram entre 2024 e 2026, abrangendo 21 estados. Minas Gerais lidera a lista com 19 novos empregadores, seguido por Bahia (8) e Amazonas (6).
Além dos novos registros, 151 empregadores foram excluídos do cadastro por completarem o prazo de dois anos de permanência. Um dos novos nomes é do Estado de Rondônia, que teve dois trabalhadores resgatados em junho deste ano por condições análogas à escravidão.
A lista, criada em 2003, passou por diversos desafios em administrações anteriores e sua divulgação chegou a ser suspensa entre 2014 e 2016 até ser restabelecida pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Desde 1995, mais de 70 mil trabalhadores foram resgatados graças a ações do Grupo Especial de Fiscalização Móvel (GEFM).
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Jornalista especializado em Justiça

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