Medidas de Abelardo de la Espriella ameaçam sistema judicial criado para vítimas do conflito.

O recém-empossado presidente colombiano, Abelardo de la Espriella, está se esforçando para reverter o acordo de paz que foi estabelecido em 2016. Nos últimos meses, ele e seus aliados no Congresso têm proposto iniciativas para restringir financeiramente a Jurisdição Especial para a Paz, um órgão fundamental respaldado pelas Nações Unidas.
La Espriella também acabou com cargos ligados ao monitoramento de direitos humanos e busca limitar a influência da ONU no país. Documentos obtidos revelam que essas medidas podem comprometer um processo que fez o ex-presidente Juan Manuel Santos ganhar o Prêmio Nobel da Paz ao pôr fim a décadas de conflito armado.
✨ O sistema de justiça transicional, que atendeu 340 mil vítimas e processou 13 mil ex-integrantes das Farc, pode enfrentar sérias dificuldades com os cortes orçamentários.
A redução de 90 milhões de dólares no financiamento da Jurisdição Especial dificulta sua atuação e coloca em risco investigações cruciais, enquanto La Espriella planeja encerrar o órgão cinco anos mais cedo do que o previsto.
Criticas nacionais e internacionais apontam que essas mudanças representam uma estratégia mais ampla de repressão à política de paz, com o presidente afirmando que 'não haverá mais processos de falsa paz' em seu governo.
A ONU se manifestou sobre a situação, alertando que as medidas podem prejudicar a continuidade do sistema de justiça e deixar milhares de vítimas sem suporte. Além disso, La Espriella anunciou o fim de conselhos nacionais importantes para a reconciliação e direitos humanos, alegando economia de recursos.
Especialistas sugerem que as medidas do governo expõem uma intenção de centralizar a decisão e controle sob poderes que anteriormente buscavam independência judicial.
A continuidade do sistema de justiça transicional é crucial para evitar um retorno às tensões sociais e à violência, que marcaram a história recente da Colômbia. A situação será monitorada de perto, especialmente com a iminente votação sobre a renovação do mandato da ONU.
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