Paul Mackenzie e 30 outros suspeitos foram julgados por um sistema de jejum forçado.

Paul Mackenzie foi condenado por liderar um sistema cruel que resultou na morte de 191 pessoas, a maioria crianças, através de um jejum forçado até a morte. O Tribunal Superior de Mombaça considerou o julgamento um dos mais relevantes da história do Quênia.
Durante o julgamento, foi revelado que o sistema estabelecido por Mackenzie não só utilizava ensinamentos religiosos para justificar os jejuns letais, mas também impedia o uso de medicamentos e educação formal entre os seguidores. Mackenzie, que liderava a Good News International Church, desencorajava qualquer forma de ajuda externa a seus seguidores.
✨ Os promotores apontaram que as mortes ocorreram em um contexto de violação de direitos, com um controle severo sobre os indivíduos, especialmente crianças, que eram forçadas a obedecer suas ordens de jejum.
A juíza responsável pelo caso afirmou que diversas evidências, incluindo mensagens de WhatsApp de Mackenzie, mostraram como ele manipulou seus seguidores a deixarem suas casas em busca de salvação na floresta de Shakahola, onde ocorreram os horrores.
A sentença de Mackenzie e dos outros acusados está marcada para o dia 6 de novembro de 2024. O advogado de defesa anunciou planos de apelação, tentando contestar a ideia de que as ações dos membros da seita foram coercitivas.
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