Centro Internacional de Fusão de Informações deve coibir atividades ilegais e proteger recursos estratégicos.

A Marinha do Brasil ampliou sua capacidade de vigilância no Atlântico Sul com a ativação de um centro internacional de informações voltado à identificação de embarcações suspeitas, combate a atividades ilícitas e proteção de recursos naturais.
Inaugurado na terça-feira (3), no Rio de Janeiro, o Centro Internacional de Fusão de Informações (IFC Atlântico Sul) tem o objetivo de reunir e analisar dados de instituições brasileiras e estrangeiras para identificar ameaças às atividades marítimas.
✨ Com uma área de interesse de aproximadamente 40,3 milhões de quilômetros quadrados do Atlântico Sul, o centro inclui a Amazônia Azul, que é vital para a economia nacional.
O novo centro funcionará nas instalações do Comando de Operações Marítimas e Proteção da Amazônia Azul (COMPAAz) e contará com a colaboração de marinhas estrangeiras e órgãos governamentais. Ele permitirá cruzar informações para identificar comportamentos atípicos de embarcações e operações clandestinas.
O contra-almirante Luciano Calixto de Almeida Junior, primeiro diretor do centro, destacou que o IFC Atlântico Sul produzirá boletins periódicos e análises do ambiente marítimo, compartilhando informações com parceiros estratégicos.
Entre os interesses brasileiros na região estão as reservas de petróleo, gás e minerais. A Elevação do Rio Grande, uma formação submarina cheia de recursos, já foi palco de episódios de espionagem, como a abordagem de um navio de pesquisa alemão em 2023.
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