A crise institucional na Corte se agrava com novos pedidos de apuração.

O pedido de investigação feito pelo ministro André Mendonça contra o colega Alexandre de Moraes revela a falta de disposição para resolver a crise institucional que já persiste por mais de 20 dias no Supremo Tribunal Federal (STF).
Ministros ligados a Moraes interpretam o pedido como uma retaliação, após o uso de relatórios de inteligência por Moraes para questionar a condução de Mendonça em casos relacionados ao Master e ao INSS. Ao mesmo tempo, aliados de Mendonça defendem que ele está apenas tentando trazer à tona a questão da suposta instrumentalização da Polícia Federal.
✨ A comunicação entre os ministros aponta que o pedido de Mendonça apenas adiciona pressão ao presidente do STF, Edson Fachin, sem soluções visíveis à vista.
Fachin é aconselhado a aguardar o término das eleições para explorar possibilidades de conciliação entre os ministros. Enquanto isso, a análise do pedido de investigação contra Moraes, relacionada a 52 mensagens sendo investigadas pela PF, foi adiada após uma intensa sessão marcada por discussões acaloradas.
Não há prazo definido para a conclusão do pedido de investigação, o que pode resultar em uma solução apenas no próximo ano, pois o pedido estava agendado para ser discutido mas foi suspenso devido a divergências sobre a análise conjunta dos dois casos.
Além disso, Flávio Dino solicitou a Fachin a investigação de potenciais vínculos entre o Banco Master, o Instituto Iter, vinculado a André Mendonça, e contratos com o município de São Paulo relacionados a cemitérios privados, ainda sem previsão para julgamento.
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Jornalista especializado em Justiça

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