Grupo teria movimentado ilegalmente mais de R$ 86 milhões por 20 anos.

O Ministério Público Federal (MPF) apresentou uma denúncia à Justiça Federal contra 35 pessoas acusadas de envolvimento em um esquema de fraudes contra o INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) em Minas Gerais. De acordo com a denúncia, o grupo movimentou ilegalmente mais de R$ 86 milhões por meio do cadastramento e recebimento indevido do BPC/Loas (Benefício de Prestação Continuada).
Essa investigação é um desdobramento da Operação Leste do Espinhaço, que conta com a colaboração da Polícia Federal. No final de agosto, foram cumpridas diversas medidas judiciais, incluindo 25 prisões preventivas e 33 mandados de busca e apreensão. A ação ocorreu em várias cidades mineiras e em São Gabriel da Palha, no Espírito Santo.
✨ A operação identificou 457 benefícios fraudulentos, dos quais 240 ainda estavam ativos até a deflagração, evitando um prejuízo futuro estimado em R$ 34,8 milhões aos cofres da Previdência Social.
Segundo a denúncia, o grupo criou identidades fictícias para obter benefícios assistenciais. O esquema começou com inscrições de nascimentos fictícios registradas, resultando na emissão de documentos oficiais como CPF e carteira de identidade. Para contornar as exigências de identificação, a organização usava 'dublês biométricos' que se apresentavam como os beneficiários.
Quatro frentes principais de atuação foram identificadas, envolvendo articulação, liderança, falsificação de documentos, e a gestão dos valores obtidos fraudulenta. Além das condenações, o MPF requer o ressarcimento dos R$ 86 milhões desviados e o bloqueio dos bens dos envolvidos.
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Jornalista especializado em Justiça

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