Ministério Público do Trabalho exige medidas para prevenir e combater o assédio na empresa.

O Ministério Público do Trabalho (MPT) moveu uma ação civil pública contra a Azul Linhas Aéreas, solicitando R$ 3 milhões em indenização por danos morais coletivos devido a relatos de assédio moral no setor Fiscal/Tributário da empresa, localizada em Barueri (SP).
O órgão também pede que a companhia implemente medidas permanentes para prevenir e combater o assédio, além de proteger a saúde mental dos trabalhadores.
A ação é resultado de um inquérito civil iniciado em 2024, focado em investigações sobre cobranças excessivas, pressão psicológica, longas jornadas de trabalho e contato frequente com os empregados fora do horário de expediente. Os relatos sobre a condução do setor datam de 2021.
✨ Entre dezembro de 2021 e setembro de 2022, a Azul recebeu várias denúncias de excesso de trabalho e tratamento desrespeitoso, com novas reclamações surgindo em 2023 e 2024.
Durante a investigação, a equipe do MPT analisou documentos, registros internos e manteve diálogos com trabalhadores e ex-funcionários. Os depoimentos iniciais foram coletados em fevereiro de 2025, e novas oitivas ocorreram em abril de 2026.
De acordo com a ação, as constatações indicam que os funcionários eram induzidos a trabalhar durante períodos de descanso, férias e até afastamentos médicos. As investigações ressaltam que tais condutas geraram adoecimento mental entre os colaboradores.
O procurador do Trabalho, Gustavo Tenório Accioly, reportou práticas de cobrança em horários inapropriados, além de imposição de metas consideradas inviáveis, o que leva a situações de humilhação e exclusão social no ambiente corporativo.
O MPT busca, além da indenização de R$ 3 milhões, o fortalecimento dos canais de denúncia, criação de mecanismos de proteção contra retaliações, capacitação contínua de gestores e monitoramento de riscos à saúde mental dos funcionários.
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