Desde agosto, emissoras voltadas a notícias foram substituídas por música.

Desde 18 de agosto, a Rádio Nacional da Colômbia, sob o novo governo de Abelardo de la Espriella, interrompeu a transmissão de notícias em suas 74 frequências, optando por veicular apenas música. A medida foi justificável pelo governo como um desmonte de um sistema de propaganda que, segundo eles, estava em vigor na administração anterior.
A nova política de comunicação é alvo de críticas, pois a mudança pode ser interpretada como uma estratégia de censura. O renomado filósofo John Locke já alertava que o poder frequentemente distorce a verdade em seu próprio interesse. Ao rotular a informação da oposição como 'propaganda', o governo atual perpetua um ciclo de desinformação.
✨ Vinte das emissoras que foram silenciadas surgiram do ponto 6.5 do acordo de paz de 2016, criado para informar e engajar comunidades nas regiões mais afetadas pela guerra civil, e chegaram a ter mais de 463 mil ouvintes.
A falta de acesso a fontes de informação plurais compromete a essência da democracia, reduzindo-a a um mero ritual. A crítica à captura da informação deve ser a busca por mais diversidade e inclusão, e não a centralização da voz em um único ator. A liberdade de expressão, portanto, não deve ser monopolizada por qualquer governo.
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Jornalista especializado em Justiça

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