MPSP denuncia esquema de corrupção envolvendo ICMS em São Paulo

O fundador da Ultrafarma, Sidney Oliveira, e outros 10 indivíduos estão sendo investigados pelo Ministério Público de São Paulo (MPSP) por supostamente participarem de um esquema de cobrança de propina a grandes empresas, visando facilitar e inflacionar créditos de ICMS.
Dentro das denúncias apresentadas pelo MPSP, Oliveira é acusado de tomar decisões estratégicas sobre o pagamento de propinas a auditores fiscais envolvidos no esquema. Rogério Barbosa Caraça, diretor fiscal da Ultrafarma, teria operado o esquema junto aos auditores, enviando a documentação que possibilitava o ressarcimento e pressionando pela aprovação dos valores. Artur Gomes da Silva Neto, ex-auditor fiscal, é apontado como o principal articulador do esquema.
✨ Mais de R$ 81 milhões foram transferidos a empresas ligadas ao esquema entre 2021 e 2025.
As transferências financeiras foram feitas através de contratos simulados com uma consultoria tributária, que de acordo com as investigações, estava oficialmente registrada em nome da mãe de Artur, mas operada por ele. O esquema estava estruturado em quatro núcleos: agentes públicos, técnico-operacional, financeiro e empresarial, cada um desempenhando um papel fundamental para a manutenção da operação criminosa.
Um dos pontos alarmantes das investigações é a rápida evolução patrimonial de Kimio da Silva, que viu seus bens aumentarem de R$ 411 mil para mais de R$ 2 bilhões em dois anos. Destes 11 implicados, quatro estão sob custódia preventiva, incluindo Artur. O ex-auditor fiscal Alberto Toshio Murakami, por sua vez, permanece foragido desde agosto de 2025 e foi inserido na lista de procurados pela Interpol.
A reportagem da CNN Money tentou contato com a Ultrafarma, mas até o momento aguarda resposta. As tentativas de contato com Artur e Kimio da Silva também não tiveram retorno, e o espaço para comentários permanece aberto.
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Jornalista especializado em Justiça

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