Ministro Gilmar Mendes propõe que questão vá ao plenário após investigações da Polícia Federal.

O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), levou à análise da Segunda Turma uma questão de ordem que pode decidir se um processo sobre indenização a uma usina do setor sucroalcooleiro seguirá para o plenário da Corte. O item em pauta discute se a União deve indenizar a usina pelos prejuízos gerados pela política de preços do extinto Instituto do Açúcar e Álcool.
O decano acredita que a análise do plenário é necessária para avaliar a realização de perícia individual com o intuito de comprovar os danos sofridos por cada usina envolvida, mesmo após a definição de critérios de pagamento de indenização em uma decisão judicial já estabelecida.
✨ Gilmar Mendes determinou a inclusão da questão de ordem para julgamento em sessão virtual programada para a sexta-feira, dia 25, com prazo até 2 de outubro.
A Segunda Turma do STF precisa concordar com a proposta do decano antes do prosseguimento do caso. Essa movimentação ganhou destaque após a Polícia Federal obter materiais do telefone de Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master, que revelaram um contrato entre o banco e a advogada Camilla Ramos, casada com o desembargador Newton Ramos do Tribunal Regional Federal da 1ª Região.
O contrato focava em 12 processos de indenização relacionados ao controle de preços do antigo Instituto do Açúcar e do Álcool, estabelecendo honorários de 5% sobre os recebimentos do banco. O montante potencial pode chegar a 427 milhões de reais. Conversas no celular de Vorcaro mostraram envolvimento de Camilla e o desembargador, vinculados à denominada Turma do KN, que tem associação com o ministro Kassio Nunes Marques.
Camilla também comemorou uma decisão na Segunda Turma sobre a tese jurídica dessas indenizações. Em sua defesa, o ministro afirmou que o julgamento não se relaciona com as ações do escritório e negou qualquer favorecimento a Vorcaro ou ao Banco Master.
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Jornalista especializado em Justiça

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