Primeiro-ministro israelense enfrenta acusações de crimes de guerra e contra a humanidade.

O Tribunal Penal Internacional (TPI) emitiu um mandado de prisão contra o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, e o ex-ministro da Defesa, Yoav Gallant, em novembro de 2024. As acusações aduzem crimes de guerra e crimes contra a humanidade relacionados à guerra na Faixa de Gaza.
O TPI alega ter encontrado "motivos razoáveis" para crer que Netanyahu e Gallant foram responsáveis por ações realizadas entre 8 de outubro de 2023 e 20 de maio de 2024, incluindo o uso da fome como método de guerra e direcionamento intencional de ataques às populações civis.
✨ Os acusados também estão sendo responsabilizados por privarem a população civil de Gaza de recursos essenciais, como alimentos, água e medicamentos.
Ainda segundo o tribunal, as dificuldades impostas às organizações humanitárias dificultaram a entrega de ajuda à população, resultando em sofrimentos extremos. O TPI citou que essa privação pode ter contribuído para morte de civis, incluindo crianças, por desnutrição e desidratação.
Embora Israel não seja membro do TPI e questione a jurisdição do tribunal, a corte já afirmou que sua jurisdição se estende à Faixa de Gaza, onde as ações de Netanyahu ocorreram.
A possibilidade de um novo mandado de prisão é viável se o TPI conseguir evidências de novos crimes relacionados ao contexto em Gaza, que continua a se desenvolver com novos conflitos e crises humanitárias.
As eleições em Israel se aproximam, e o impacto do mandado de prisão sobre a candidatura de Netanyahu é incerto, mas as percepções sobre o TPI entre eleitores israelenses podem influenciar como a decisão é recebida.
Dados do Ministério da Saúde de Gaza indicam que mais de 73 mil pessoas perderam a vida no conflito até junho de 2026, com 21.730 crianças entre os mortos.
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Jornalista especializado em Justiça

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