Voltar
Justiça
2 min de leitura

União condenada a indenizar herdeiro do Almirante Negro em R$ 300 mil

Decisão da Justiça Federal reconhece ofensas à memória de João Cândido

Gabriel Rodrigues22 de julho de 2026 às 09:05
União condenada a indenizar herdeiro do Almirante Negro em R$ 300 mil

A União foi condenada pela Justiça Federal a indenizar em R$ 300 mil o filho de João Cândido Felisberto, conhecido como 'Almirante Negro', por declarações consideradas desrespeitosas à sua memória. A sentença foi emitida pela 4ª Vara Federal do Rio de Janeiro e reconheceu que a Marinha do Brasil se manifestou de forma ofensiva em documentos públicos.

Decisão e suas Implicações

O caso teve início a partir de um ofício da Marinha enviado à Câmara dos Deputados em 2024, que descreveu a Revolta da Chibata de 1910 como uma 'deplorável página da história nacional', usando uma linguagem que desqualificava os participantes do movimento. A Justiça destacou que, mesmo com a liberdade de interpretação histórica, isso não justifica a utilização de termos prejudiciais para figuras já anistiadas pelo Estado.

O Código Civil brasileiro, em seu Artigo 12, assegura o direito de proteger a honra e a memória dos falecidos, permitindo que seus descendentes reivindiquem reparação por lesões a seus direitos.

"

A imagem de João Cândido é parte do patrimônio histórico-cultural e simboliza a luta contra abusos e racismo na Marinha

posição do Ministério Público Federal.

A condenação da União é um avanço na responsabilidade civil do Estado por danos a figuras históricas.

Contexto Histórico

A Revolta da Chibata foi um movimento de marinheiros em 1910 contra punições físicas abusivas, que se tornaram um marco na luta por direitos dentro das Forças Armadas.

  • 1Ofensas à memória do Almirante Negro reconhecidas pela Justiça
  • 2Indenização de R$ 300 mil ao descendente
  • 3A revolta simboliza a luta contra opressões históricas

Não perca nenhuma notícia!

Receba as principais notícias e análises diretamente no seu email. Grátis e sem spam.

Ao assinar, você concorda com nossa política de privacidade.

Gostou desta notícia? Compartilhe!

Mais de Justiça