Pesquisa indica que poliésteres compostáveis tratados com enzimas podem reduzir poluição plástica.

Um estudo publicado na revista científica Nature descreve uma abordagem inovadora para reduzir a poluição plástica nos oceanos: a incorporação de enzimas que quebram ligações éster em poliésteres compostáveis. Segundo os autores, o método permite uma biodegradação rápida e completa, mesmo em ambientes marinhos com escassez de microrganismos, como as águas profundas.
Realizada por Q. Huang e colaboradores, a pesquisa foi realizada em locais que vão de águas costeiras ao mar profundo. Os resultados indicam que a eficácia dos materiais nesses diferentes ambientes pode contribuir significativamente para enfrentar o problema global da poluição por plásticos.
✨ Os poliésteres estudados são compostáveis e recebem enzimas que rompem as ligações éster, acelerando a biodegradação que, em condições normais, é lenta devido à baixa concentração de microrganismos no mar.
Os testes de biodegradabilidade foram realizados seguindo métodos padronizados, como a norma ISO 14855-1:2012, que mede a degradação aeróbica de materiais plásticos em condições controladas, com base na quantidade de dióxido de carbono liberado. A pesquisa também se apoia em estudos anteriores da mesma equipe sobre poliésteres e enzimas, publicados entre 2020 e 2026.
Embora o resumo divulgado pela Nature não ofereça detalhes sobre prazos de degradação e custos de produção em larga escala, os autores acreditam que este método pode ser uma solução viável para lidar com o acúmulo de plásticos nos oceanos, um tema que permanece relevante nas pesquisas sobre materiais e química verde.
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