Estudo revela risco de extinção de espécies nativas em SC e SP

Cientistas identificaram o primeiro caso de morte em massa de anfíbios devido à ranavirose na América do Sul, registrando um impacto alarmante na perereca-macaco (Phyllomedusa distincta) em uma lagoa de preservação ambiental em Guaramirim, Santa Catarina.
Nos últimos três anos, surtos recurrentes do vírus resultaram na morte de 324 girinos, levando a uma drástica redução de 83% na população dessa espécie. A pesquisa, conduzida por especialistas da Universidade Federal do Paraná (UFPR) e da Unicamp, foi publicado na revista Biodiversity and Conservation.
✨ A investigação revelou que aproximadamente 88% dos girinos apresentaram altas cargas virais, com análises histológicas mostrando danos severos nos tecidos, destacando a gravidade da infecção.
Os pesquisadores explicam que o ranavírus ataca órgãos vitais, provocando necrose e hemorragias. A transmissão do vírus é mais intensa em períodos de seca, quando a baixa umidade prejudica o sistema imunológico dos anfíbios e a diminuição do nível da água os concentra em áreas menores, favorecendo a contaminação.
Esse achado levanta um alerta sobre a possível extinção silenciosa de espécies nativas na região. O monitoramento da Reserva Particular do Patrimônio Natural Santuário Rã-Bugio continuará para rastrear a presença do vírus e proteger as populações de anfíbios nas proximidades.
A ranavirose é uma doença viral que afeta anfíbios, levando a surtos de mortalidade significativa e tem sido uma preocupação crescente em várias partes do mundo, especialmente em ecossistemas ricos como a Mata Atlântica.
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Jornalista especializado em Meio Ambiente

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