Preços sobem levemente devido a fatores climáticos e geopolíticos

Na abertura da semana, os preços da soja subiram levemente na bolsa de Chicago, com os contratos para novembro apresentando um aumento de 0,28%, cotados a US$ 11,7950 por bushel.
Com a safra nos Estados Unidos já praticamente encerrada, Vicente Zotti, diretor da NRP Agro, destaca que não há muitos fatores colaborando para a alteração significativa dos preços a curto prazo. "Estamos nos momentos finais do ‘mercado climático’", explica ele. Após a fase de enchimento de grãos, a falta de chuva ou altas temperaturas têm pouco impacto nos contratos futuros.
Zotti também menciona que as previsões meteorológicas para o restante de agosto são favoráveis, sinalizando condições ideais para o início da colheita, previsto para meados de setembro. Nesse cenário, o especialista antecipa uma possível tendência de queda nos preços nos próximos meses.
✨ Previsões indicam clima favorável para a colheita de soja nos EUA.
"Ainda podemos observar preços mais altos devido à crescente demanda da China, ajustes nas produtividades e cortes nos estoques americanos."
A valorização do petróleo, que subiu quase 5% hoje, também contribuiu para a alta de 1,8% nos contratos futuros do óleo de soja, evitando que os preços da soja fechassem o dia em baixa.
Os preços do trigo permaneceram elevados, com os contratos de entrega em setembro alcançando US$ 6,4050 por bushel, em alta de 0,12%. A guerra entre Rússia e Ucrânia segue impactando a exportação de trigo pelo Mar Negro, beneficiando a demanda americana.
Na última semana, os EUA exportaram 421,27 mil toneladas de trigo, um aumento em relação às 338,75 mil toneladas da semana anterior, segundo dados do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA).
Já os preços do milho mostraram pouca variação, com os contratos para dezembro fechando em uma leve queda de 0,05%, a US$ 4,6175 o bushel.
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