Recursos indicados e inferidos no projeto em Malacacheta são avaliados em 24,2 milhões de toneladas.

A Atlas Critical Minerals estimou em 24,2 milhões de toneladas os recursos minerais de seu projeto de grafite em Malacacheta, Minas Gerais, conforme divulgou sua primeira estimativa formal sobre o ativo.
Dentre esses recursos, 17,2 milhões de toneladas foram classificados como indicados, o que significa que há dados geológicos suficientes para determinar tonelagem e teor com maior precisão. Outros 7 milhões de toneladas estão categorizados como inferidos, necessitando de mais sondagens para confirmação e possível reclassificação.
Os recursos indicados apresentam um teor médio de 5,73% de carbono grafítico, enquanto os inferidos têm um teor médio de 5,40%. A estimativa considera um teor de corte de 2%, limitando o cálculo aos materiais com essa concentração ou superior.
✨ Juntas, as duas categorias representam aproximadamente 1,36 milhão de toneladas de grafite contido in situ, equivalente a 986 mil toneladas nos recursos indicados e 378 mil toneladas nos inferidos.
A avaliação dos recursos minerais foi realizada de forma independente pela SGS Canada, conforme o padrão S-K 1300, utilizado nos Estados Unidos. No entanto, essa classificação ainda não garante que os recursos sejam economicamente exploráveis.
O projeto ainda está em fase de estudo, com avaliações técnicas, metalúrgicas e econômicas previstas, sendo a avaliação econômica preliminar esperada para o segundo trimestre de 2027.
A primeira estimativa abrange apenas uma das três áreas minerais contíguas do projeto em uma extensão aproximada de 2,8 mil hectares. A área estudada até agora cobre cerca de 997 hectares, com 8,5 quilômetros de um corredor de grafite ainda não testados por sondagem.
A empresa também planeja realizar novas campanhas de perfuração para aumentar a delimitação do depósito e tentar reclassificar parte dos recursos inferidos como indicados.
A estimativa baseou-se em 21 furos de sondagem diamantada, totalizando cerca de 2,4 mil metros perfurados. Todos os furos encontraram interceptos significativos de grafite, alguns deles próximos à superfície.
Os dados apontam que o depósito pode ser adequado para a extração a céu aberto. O grafite é amplamente utilizado em ânodos de baterias de íons de lítio e possui diversos outros usos industriais.
Antes de definir suas características comerciais, a Atlas também planeja realizar novos trabalhos metalúrgicos que incluem otimização do processo de flotação e análise de variabilidade do minério.
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Jornalista especializado em Negócios

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