Pequim considera norma discriminatória e contrária a comércio justo

A China levantou a possibilidade de retaliações comerciais em resposta a uma nova legislação francesa, aprovada no mês passado, que visa restringir a moda ultrarrápida, também conhecida como 'ultra fast fashion'. A norma tem como foco penalizar produtos de grandes plataformas de comércio eletrônico da Ásia, como Shein, Temu e AliExpress.
Designada como discriminatória, a lei entrará em vigor em 1º de setembro de 2026 e visa impor restrições financeiras a importantes itens do setor, atingindo diretamente o modelo de negócios da moda ultrarrápida, que é reconhecida pela venda de grandes quantidades de roupas de baixo custo e qualidade, contribuindo para a poluição ambiental.
"A norma, sob o pretexto de estabelecer padrões de 'proteção ambiental' e 'sustentabilidade', na realidade implementa medidas excludentes
✨ As sanções se concentrarão em produtos têxteis e também proibirão a publicidade de marcas de moda barata nas redes sociais.
A nova norma francesa foi projetada para reduzir os impactos ambientais causados pela moda ultrarrápida, uma das maiores emissoras de gases de efeito estufa devido a seus altos volumes de produção e descarte.
Serge Papin, o ministro do Comércio da França, destacou que as plataformas mencionadas são os principais alvos da nova lei e tem lançado críticas a elas, acusando-as de potencializar o crescimento da moda ultrarrápida.
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Jornalista especializado em Negócios

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