Propostas serão apresentadas aos acionistas em assembleias marcadas para 30 de outubro.

A Raízen aprovou um conjunto de medidas para implementar um plano de recuperação extrajudicial que está estruturando cerca de R$ 61,4 bilhões em dívidas. As propostas, que já receberam a aprovação do conselho de administração, serão apresentadas aos acionistas em uma Assembleia Geral Extraordinária (AGE) e em uma assembleia especial de titulares de ações preferenciais, programadas para o dia 30 de outubro.
O plano de recuperação extrajudicial foi homologado pela Justiça de São Paulo em 30 de julho. Na ocasião, a empresa informou que 81,6% dos credores financeiros quirografários aderiram ao acordo, que não teve impugnações de credores do grupo.
✨ As medidas incluem a redução do capital social em até R$ 35 bilhões e a criação de uma nova classe de ações preferenciais.
As propostas aprovadas contemplam mudanças significativas na estrutura de capital e na governança da Raízen. Entre essas mudanças, está a possibilidade de uma redução de capital social de até R$ 35 bilhões, o aumento do limite do capital autorizado para até 200 bilhões de ações, a criação de uma nova classe de ações preferenciais e a implementação de um programa de units. Além disso, a redução de capital prevê a entrega aos acionistas de valores mobiliários emitidos pela Raízen Energia conforme suas participações na companhia.
A recuperação foi motivada por uma dívida bruta de R$ 71,9 bilhões, dos quais R$ 65,7 bilhões estavam incluídos no escopo do plano. O plano homologado projeta a reestruturação dos créditos sujeitos ao acordo, através de uma combinação de conversão de dívida em participação acionária e a emissão de novos títulos de dívida.
Há também previsão de um aumento de capital de R$ 3,5 bilhões a R$ 4 bilhões, com a participação da Shell, que se comprometeu com um aporte de R$ 3,5 bilhões, além da possibilidade de aporte da Aguassanta Participações, associada à família de Rubens Ometto.
A estrutura negociada inclui a reorganização dos negócios da companhia, separando as operações de distribuição de combustíveis das de energia. A Raízen destaca que as medidas aprovadas têm como objetivo fortalecer sua estrutura financeira e de governança, promovendo a sustentabilidade dos negócios.
O próximo passo é aguardar a deliberação dos acionistas. A companhia informou que os documentos com os detalhes das propostas e as informações regulamentares serão disponibilizados juntamente com a convocação das assembleias.
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Jornalista especializado em Negócios

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