Ministérios das Relações Exteriores e Agricultura se manifestam sobre embargo

Os ministérios das Relações Exteriores e da Agricultura do Brasil emitiram uma declaração nesta quinta-feira (3) criticando a implementação do veto da União Europeia à importação de carne brasileira. Eles afirmaram que o país se reserva o direito de utilizar medidas adequadas para garantir condições justas de comércio, incluindo a reciprocidade.
O comunicado destaca a expectativa do governo de que o diálogo técnico já em curso possibilite uma solução rápida, clara e baseada em critérios científicos. As autoridades brasileiras expressaram indignação pela falta de diálogo prévio antes da adoção da medida, que não reflete a robustez da parceria entre o Brasil e a UE.
✨ O veto entrou em vigor hoje, 3 de setembro, baseado na alegação de irregularidades no uso de antimicrobianos por produtores brasileiros, que a UE proíbe como promotores de crescimento.
A Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (Abiec) também expressou sua preocupação, afirmando que todas as garantias necessárias foram fornecidas ao governo. A organização destacou que um protocolo de controle sobre o uso de antimicrobianos já estava sendo implementado por suas empresas associadas.
O embaixador da Irlanda no Brasil, Martin Gallagher, que atualmente preside o Conselho da União Europeia, enfatizou em entrevista que o bloco não alterará as exigências sanitárias para a carne brasileira. Segundo ele, a decisão de suspender o Brasil da lista de países autorizados para exportação foi técnica e que o Brasil deve se adequar às normas conhecidas há muito tempo.
A União Europeia proíbe o uso de antimicrobianos que são reservados para humanos e não permite seu uso como promotores de crescimento na pecuária. Outros países da América do Sul já se adaptaram às exigências europeias.
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