Partidos discutem divisão de cargos, com PL buscando liderar o Senado e Centrão favorável à presidência da Câmara.

Neste momento de negociações políticas, o bolsonarismo e o Centrão já estão atuando na divisão de poderes no Congresso, mesmo antes do término das eleições.
O PL deixou claro que não abrirá mão de liderar o Senado, uma casa com a capacidade de cassar juízes do Supremo Tribunal Federal (STF), mas concorda em deixar a presidência da Câmara para o Centrão.
Dentre os nomes cotados, destaca-se Silvio Costa Filho, deputado do Republicanos de Pernambuco, que acaba de conquistar sua terceira eleição com o apoio expressivo de 170 mil votos, resultado de sua atuação como ex-ministro de Portos e Aeroportos.
✨ Costa Filho, que já atuou tanto em governos do PT quanto da época de Bolsonaro, foi indicado pelo chefe do Republicanos, Marcos Pereira, como um candidato que pode agradar a todos os lados, ressaltando sua habilidade em administrar recursos e audiências na Câmara.
Durante conversas envolvendo líderes de partidos, ficou evidente que o nome de Costa Filho é bem visto e que o objetivo é firmar um acordo logo após o pleito, especialmente se Flávio Bolsonaro for eleito.
Além disso, nas discussões, o PL defende que Rogério Marinho, responsável pela campanha de Flávio Bolsonaro, seja o próximo presidente do Senado, enquanto o também alagoano Arthur Lira poderia ser indicado por sua experiência anterior ao assumir o Senado.
O PL continua insistindo na liderança do Senado, pois isso é considerado estratégico, dada a influência que terá sobre as indicações ao STF, além de processar matéria relativa a crimes de responsabilidade, especialmente contra juízes como Alexandre de Moraes.
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