ABERT, ANER e ANJ expressam indignação após cancelamento do evento.

A Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (ABERT), a Associação Nacional de Editores de Revistas (ANER) e a Associação Nacional de Jornais (ANJ) manifestaram, nesta quinta-feira (1º), sua "profunda indignação com a intervenção judicial nas regras previamente definidas" para o debate que a Globo realizaria com os candidatos à Presidência.
As entidades ressaltaram que a interferência judicial não apenas impõe obrigações não previstas em lei a uma emissora privada, mas representa uma agressão à liberdade de imprensa ao forçar a condução do debate desrespeitando as normas acordadas meses antes entre a emissora e os partidos.
Após receber duas intimações judiciais, a Globo decidiu cancelar o debate. A primeira intimação foi assinada pela ministra Estela Aranha, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), à qual atendeu um pedido da coligação da candidatura de Lula, do PT. A segunda veio do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), em resposta a um pedido do partido Solidariedade sobre a participação de Renan Santos no debate.
✨ As associações frisaram que os excessos judiciais atropelaram o direito da população ao acesso às propostas dos candidatos, que já estavam convidados e dispostos a participar do debate.
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Jornalista especializado em Política

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