Medida busca regulamentar tributos sobre produtos prejudiciais à saúde e ao meio ambiente.

O governo federal se prepara para apresentar ao Congresso Nacional a proposta de regulamentação do chamado 'imposto do pecado'. O ministro da Fazenda, Dario Durigan, confirmou que a proposta será enviada em breve, provavelmente ainda nesta semana.
Este imposto, que faz parte da reforma tributária sobre o consumo, terá início em 2027 e buscará onerar produtos e atividades que causam prejuízos à saúde e ao meio ambiente, como bebidas alcoólicas, refrigerantes e cigarros. Além disso, o novo tributo será aplicado sobre alguns veículos, de acordo com o nível de poluição que emitem, na extração de bens minerais e sobre atividades de loterias, apostas e jogos de fantasy sports.
✨ A expectativa do governo é arrecadar R$ 41,9 bilhões com o imposto em 2027, sem aumentar a carga tributária inicialmente.
Em um primeiro momento, o governo planeja manter a carga tributária atual e implementar um debate com os setores impactados antes da efetivação do novo imposto. A longo prazo, a intenção é tornar esses produtos e atividades mais caros para reduzir seu consumo.
Dados recentes apontam que o custo relacionado ao consumo de álcool no Brasil foi de R$ 18,8 bilhões em 2019, incluindo gastos diretos com saúde e perdas de produtividade. Além disso, as doenças associadas ao tabagismo acarretam um custo de R$ 86,3 bilhões por ano ao governo.
Produtores de bebidas alegam que a carga tributária já é alta no país, variando entre 40% e 80% do preço dos produtos, e temem que novos aumentos impactem seus lucros, forçando repasses aos preços ou incentivando o mercado ilegal.
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