Mobilizações em São Paulo buscam denunciar descumprimento de ordem judicial sobre frota de transporte.

Após a reeleição do presidente Lula (PT) no último domingo, uma série de manifestações foi organizada para denunciar a tentativa do prefeito Ricardo Nunes (MDB) de dificultar o acesso dos paulistanos ao voto.
A acusação refere-se à redução da frota de ônibus no dia do segundo turno, descumprindo uma determinação da Justiça Eleitoral que exigia a operação de 100% da frota. A Federação Brasil da Esperança, composta por PT, PC do B e PV, solicitou à Justiça Eleitoral a prisão em flagrante do secretário municipal de Mobilidade Urbana e Transporte de São Paulo, Celso Jorge Caldeira, e do presidente da SPTrans.
Em ofício enviado pela SPTrans ao Instituto Pólis, a prefeitura alegou que a medida visa evitar "gastos desnecessários", segundo informações do colunista Demétrio Vecchioli, do portal Metrópoles.
A primeira mobilização, organizada pelo Sindicato dos Trabalhadores na Administração Pública e Autarquias no Município de São Paulo (Sindsep), está marcada para as 18h desta quarta-feira (28), na sede da prefeitura, localizada no Viaduto do Chá. Outros dois atos contra o prefeito estão sendo convocados nas redes sociais para o próximo fim de semana.
✨ No sábado (30), a mobilização está agendada para a Praça Roosevelt, enquanto no domingo (31), ocorrerá na Praça Padre Manuel da Nóbrega, ambas no centro de São Paulo.
Os protestos se intensificam em meio a pedidos de prisão contra o prefeito, movidos por parlamentares da esquerda, incluindo a deputada federal Sâmia Bomfim (PSOL-SP), a vereadora Luana Alves (PSOL-SP) e a deputada estadual Mônica Seixas (PSOL-SP), que acionaram a Justiça Eleitoral no dia da votação por descumprimento da ordem de mobilização da frota.
Caso a Justiça comprove o descumprimento, o prefeito Ricardo Nunes e o presidente da SPTrans poderão ser multados em 100 mil reais, de acordo com a Resolução nº 23.751/2026 do TSE, que prevê transporte coletivo gratuito nos dias de votação. Além da multa, existe a possibilidade de responsabilização por crime eleitoral.
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