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Polícia Civil investiga fraudes em licitação de R$ 108 milhões

Operação revela possíveis irregularidades em programa de wi-fi público

Carlos Silva01 de junho de 2026 às 10:45
Polícia Civil investiga fraudes em licitação de R$ 108 milhões

A Polícia Civil iniciou, nesta segunda-feira (1º), a Operação Wi-Fi Livre para investigar possíveis fraudes relacionadas a uma licitação da Prefeitura de São Paulo que soma R$ 108 milhões. A operação busca elucidar uma possível conexão entre a administração municipal e o Instituto Conhecer Brasil, liderado por Karina Ferreira da Gama.

Irregularidades no Programa Wi-Fi Livre SP

As investigações examinam a implantação, operação e manutenção de 5.000 pontos de wi-fi público em comunidades da cidade, um projeto inserido no programa Wi-Fi Livre SP. Os dados coletados sugerem um comprometimento severo na gestão administrativa e financeira desde o início da parceria com a organização.

Apenas 3.200 dos 5.000 pontos prometidos foram instalados, apesar de pagamentos antecipados expressivos.

O cronograma original indicava a implementação total até junho de 2025. Entretanto, apenas 3.200 pontos foram instalados, e para justificar a entrega tardia, foram feitos três aditivos contratuais em prazos muito curtos. Além disso, a administração municipal pagou antecipadamente R$ 26 milhões, sendo que apenas seis pontos estavam operando durante meses críticos.

"

O ICB, até então sem experiência no setor de telecomunicações, limitou sua atividade a feiras literárias e eventos religiosos

documento da investigação.

Em resposta às suspeitas, a Prefeitura afirmou estar colaborando com as autoridades e que já havia fornecido toda a documentação requisitada. Segundo o município, a manutenção se refere exclusivamente aos pontos já instalados.

Contexto

O programa Wi-Fi Livre SP foi criado para fornecer acesso à internet em comunidades carentes de São Paulo, mas enfrenta desafios administrativos significativos. As alegações de irregularidades podem impactar tanto a confiança pública quanto futuras parcerias.

A administração municipal também destacou que as contas do projeto estão disponíveis publicamente e que não houve pagamento para os 5.000 pontos conforme alegações. O custo estimado por ponto é de R$ 1.280,80, valor consideravelmente menor do que propostas anteriores.

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