Especialistas alertam para fatores de risco e sinais de alerta relacionados ao acidente vascular cerebral.

O Dia Mundial do AVC (acidente vascular cerebral), celebrado em 29 de outubro, evidencia a relevância da prevenção das doenças que afetam os vasos sanguíneos. O AVC isquêmico, que é o mais comum, acontece quando uma artéria que leva sangue ao cérebro é bloqueada, resultando em inadequado fluxo sanguíneo ao órgão. Por outro lado, o AVC hemorrágico ocorre pela ruptura de um vaso.
De acordo com o cirurgião vascular Dr. Celso Ricardo Bregalda Neves, membro titular da Sociedade Brasileira de Angiologia e de Cirurgia Vascular – Regional São Paulo (SBACV-SP), é fundamental compreender essa ligação para identificar os fatores que podem prejudicar a circulação e elevar o risco da doença. 'As artérias carótidas são responsáveis por transportar ao cérebro o sangue rico em oxigênio e nutrientes. Alterações nesses vasos, como placas ateroscleróticas, estreitamentos ou obstruções, podem comprometer o fluxo sanguíneo e aumentar o risco de um AVC.'
✨ Principais fatores de risco incluem pressão alta, tabagismo, colesterol elevado, diabetes e sedentarismo.
Os principais fatores de risco modificáveis para AVC incluem hipertensão arterial, tabagismo, colesterol elevado, diabetes, obesidade, falta de atividade física e consumo excessivo de álcool. A hipertensão merece destaque por ser assintomática durante longo período e causar danos progressivos aos vasos. 'Muitos desses fatores podem ser controlados, representando uma oportunidade real de prevenção', afirma Dr. Celso.
O especialista também alerta que nem todos precisam fazer exames rotineiros das carótidas. O ultrassom Doppler é uma ferramenta útil para avaliar o fluxo sanguíneo e detectar placas ou estreitamentos, mas a necessidade dos exames deve ser avaliada com base na história clínica e fatores de risco do paciente. Em casos de doença carotídea, podem ser indicados controle dos fatores de risco, medicamentos ou, em situações específicas, procedimentos de revascularização.
Entre os sinais de alerta para um possível AVC estão alterações súbitas na fala, perda de força ou sensibilidade de um lado do corpo, além de alterações visuais. Dr. Celso enfatiza que, mesmo que os sintomas desapareçam, a avaliação médica imediata é necessária, pois pode indicar um ataque isquêmico transitório (AIT).
Sintomas de AVC incluem fraqueza, formigamento de um lado do corpo, dificuldades para falar, boca torta, visão turva, tontura ou perda de equilíbrio. 'No AVC, cada minuto conta. Quanto mais um segmento do cérebro ficar sem oxigênio e nutrientes, maior a lesão', alerta o médico. A recomendação é acionar o SAMU pelo telefone 192 ou ir rapidamente a um serviço de emergência.
Relatando a relação das varizes com o AVC, Dr. Celso esclarece que varizes por si só não aumentam o risco de AVC, visto que elas se relacionam a variações nas veias, enquanto o AVC está mais associado a problemas de circulação arterial. Trombose venosa profunda também não é uma causa comum de AVC, exceto em casos específicos que requerem avaliação médica.
A prevenção do AVC é baseada no controle contínuo dos fatores de risco. Isso inclui monitorar a pressão arterial, colesterol e glicemia, evitar o tabagismo, praticar atividades físicas regulares, manter uma dieta equilibrada, controlar o peso, reduzir o consumo de álcool e seguir os tratamentos médicos adequados.
'Cuidar da saúde vascular é cuidar do cérebro. Reconhecer sinais de alerta e agir rapidamente são cruciais. O tratamento adequado aumenta significativamente as chances de recuperação', conclui o médico.
Receba as principais notícias e análises diretamente no seu email. Grátis e sem spam.
Gostou desta notícia? Compartilhe!

Escovação correta, uso do fio dental e consultas periódicas ao dentista ajudam a prevenir cáries, gengivite e outras doenças da boca.

Estudo revela crescimento de diagnósticos em pessoas com menos de 50 anos, impulsionando novas recomendações de rastreamento.

Especialistas enfatizam a importância de monitorar a saúde óssea ao longo da vida.

Especialista aponta seis condições que podem aumentar o risco do acidente vascular cerebral.