Descoberta pode transformar tratamento da obesidade em idosos

Cientistas da Universidade Cornell encontraram uma maneira inovadora de reverter o ganho de peso associado ao envelhecimento ao reativar a produção de gordura bege, um tecido que queima calorias. Essa descoberta representa um avanço significativo em tratamentos para obesidade, especialmente em populações mais velhas.
Diferente dos medicamentos GLP-1, que diminuem a ingestão calórica, a pesquisa publicada na revista Nature Communications foca em aumentar o gasto energético. Os pesquisadores identificaram um mecanismo relacionado ao bloqueio de uma proteína chamada Pdgfrβ, que interfere na formação de gordura bege.
✨ Ao reverter os efeitos do envelhecimento, a pesquisa propõe uma nova abordagem no combate à obesidade em idosos.
Tradicionalmente, a gordura corporal é classificada em dois tipos principais: a gordura branca, que armazena energia, e a gordura marrom, que queima energia para gerar calor. Desde 2008, os estudiosos descobriram a gordura bege, que possui características únicas e é capaz de realizar funções termogênicas.
Com o envelhecimento, a capacidade do corpo de formar essas células queimadoras de energia diminui, o que resulta em um aumento na gordura branca. De acordo com o coautor do estudo, Daniel Berry, a produção de gordura bege está significativamente reduzida em idosos.
Buscando entender se há alternativas para a exposição ao frio, a equipe de pesquisadores analisou a proteína Pdgfrβ e sua influencia. Após bloquearem essa proteína em ratos idosos, os animais recuperaram a habilidade de formar gordura bege, similar a células mais jovens.
Esse processo foi mediado através da produção de IL-33, que ativou células imunológicas para transformar células progenitoras em adipócitos termogênicos. Com esta descoberta, novas possibilidades terapêuticas para controle de peso em idosos se abrem, especialmente considerando a presença já consolidada de medicamentos como semaglutida e tirzepatida no mercado.
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