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Pesquisa da Universidade de Stanford sugere novas perspectivas sobre o transtorno.

Uma pesquisa inovadora realizada por cientistas da Universidade de Stanford sugere uma conexão entre a evolução rápida de certas células nervosas e a prevalência de autismo em humanos. Estes pesquisadores focaram sua atenção nos neurônios L2/3 IT, que estão localizados nas camadas superficiais do córtex cerebral, uma área vital para processos cognitivos como raciocínio e linguagem.
Publicada na revista Molecular Biology and Evolution, a pesquisa levanta a hipótese de que neurônios mais comuns tendem a evoluir mais lentamente devido ao risco que as mutações representam para a espécie. Contudo, os neurônios L2/3 IT apresenta-se como uma exceção, tendo mostrado uma evolução rápida no ser humano em comparação com outros primatas como chimpanzés e gorilas.
Os pesquisadores também notaram que essa aceleração na evolução dos neurônios L2/3 IT está ligada a alterações em centenas de genes associados ao autismo, indicando que enquanto adaptações cognitivas ocorreram, a vulnerabilidade ao transtorno aumentou simultaneamente.
✨ A pesquisa associa a evolução do cérebro humano à maior incidência de autismo, desafiando percepções tradicionais sobre o transtorno.
Investigando a expressão gênica de mais de um milhão de neurônios, os pesquisadores reforçaram a ideia de que estruturas neurais mais comuns são geneticamente mais conservadas. Com isso, foi possível estabelecer um novo modelo evolutivo que não apenas refaz o entendimento da neurodiversidade, mas também sugere a ideia de que certas condições, como o autismo, devem ser vistas como parte integrante do próprio processo evolutivo humano.
Esse estudo fornece uma nova perspectiva sobre como as mutações em genes regulatórios podem afetar não apenas a cognição, mas também aumentar o risco de condições neuropsiquiátricas. O uso de técnicas de transcriptômica de célula única permite uma análise mais detalhada da evolução neuronal.
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