Condição relaciona alterações no relógio interno do corpo ao agravamento dos sintomas depressivos.

Um estudo de base populacional e genética publicado no British Journal of Psychiatry sugere que aproximadamente 25% das pessoas com depressão apresentam uma condição chamada 'depressão circadiana', na qual alterações no relógio interno do corpo influenciam os sintomas da doença.
A pesquisa analisou dados de 11.380 indivíduos de ascendência europeia com depressão severa, dos quais 2.604 atenderam a pelo menos três dos seis critérios definidos para caracterizar a depressão circadiana. Esses critérios incluem sonolência excessiva durante o dia, cansaço pela manhã, preferência por dormir tarde, e influência de mudanças na luz do dia sobre o humor.
✨ Participantes com depressão circadiana demonstraram sintomas mais graves, iniciados em idade mais jovem, predominância em mulheres e menor resposta a antidepressivos convencionais.
Os cientistas observaram que pessoas com esse perfil estão associadas a uma maior probabilidade de apresentar sintomas decorrentes de alterações nos ritmos circadianos, como após a mudança para o horário de verão. Eles também mostraram vínculos com riscos genéticos mais elevados para transtornos como TDAH e outras condições afetivas.
Os autores do estudo destacam que, apesar dos avanços no entendimento dos mecanismos biológicos da depressão, mais evidências são necessárias para o reconhecimento formal da depressão circadiana como um transtorno separado. Eles esperam que isso possa ajudar na personalização de tratamentos e aumentar a eficácia, visto que muitos pacientes não respondem adequadamente aos tratamentos antidepressivos padrão.
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