Miriam Garcia explica o retorno à fase oral de Freud e como isso está ligado a hábitos de autoagressão.

A psicóloga e analista Miriam Garcia traz uma reflexão sobre comportamentos compulsivos, como o ato de cutucar a pele no canto das unhas, à luz da psicanálise. Segundo ela, esse comportamento pode ser compreendido através da teoria de Freud sobre o retorno à fase oral de desenvolvimento.
Garcia explica que, quando os recursos simbólicos de pensar e elaborar não são suficientes para lidar com a tensão, o corpo efetua a expressão dessa ansiedade. Esse impulso é semelhante à necessidade primitiva de um recém-nascido que busca alívio através da sucção ou da mordida.
✨ “Quando os seus recursos simbólicos de pensar, falar e elaborar não dão conta, o corpo assume”, afirma a especialista.
Ela destaca que o comportamento de cutucar a pele pode ser interpretado como uma forma simples de manifestação de neurose, relacionada ao desejo de corrigir algo percebido como imperfeito. Para a psicóloga, é fundamental estar atento aos sinais que o corpo emite, reconhecendo a necessidade de cuidar do desconforto interno.
O resgate desse reconhecimento pode levar a uma elaboração dos conflitos internos, reduzindo a urgência de expressão da tensão por meio de ferimentos. Garcia sugere que, ao identificar e nomear as causas da ansiedade, o indivíduo pode encontrar caminhos para interromper o hábito e promover um melhor cuidado com a saúde mental.
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