Instituto Trata Brasil destaca avanços em investimentos, mas alerta para desigualdade e desafios persistentes.

Um estudo recente do Instituto Trata Brasil revelou que, desde a aprovação do novo Marco Legal do Saneamento em 2020, houve um aumento de 51% nos investimentos em saneamento básico. Em 2024, o total de despesas atingiu R$ 29,1 bilhões, porém esse ritmo é insuficiente para alcançar as metas de universalização previstas para 2033.
Porém, após seis anos da implementação do marco, os desafios permanecem. Dados apontam que apenas três cidades - Curitiba, Santo André e Juiz de Fora - conseguem atingir 100% na coleta de esgoto. Entre as capitais do Brasil, apenas cinco possuem cobertura mínima de 99% no abastecimento de água, e há regiões com índices alarmantemente baixos de coleta e tratamento de esgoto.
✨ Apenas 10,6% da população de Rondônia tem acesso ao esgotamento sanitário.
O Novo Marco Legal prevê que, até 2033, 99% da população tenha acesso à água potável e 90% à coleta e tratamento de esgoto. Atualmente, estima-se que faltam cerca de R$ 430 bilhões para alcançar essas metas.
Os projetos em andamento já somam mais de R$ 420 bilhões e têm o potencial de beneficiar 100 milhões de brasileiros em mais de 2.400 municípios. Novas concessões previstas podem aumentar esse valor em outros R$ 58 bilhões.
Atualmente, projetos estão se estruturando em diversas regiões, mas as adversidades políticas e institucionais dificultam esse progresso. Um exemplo é Rondônia, onde a licitação para serviços em 40 municípios pode ser afetada por tensões políticas.
""Fortalecer a governança local é crucial para garantir a segurança jurídica necessária para investimentos de R$ 48 bilhões anuais para a universalização"
Em São Paulo, onde os investimentos aumentaram em 120%, o governo estadual projeta antecipar a universalização para 2029 mediante novas parcerias e contratações com a Sabesp.
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Jornalista especializado em Saúde

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