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Saúde
2 min de leitura

Surto de ciclosporíase causa mortes no Michigan e contamina mais de 11 mil

Doença provoca diarreia intensa e afeta diversos estados americanos

Gabriel Rodrigues03 de agosto de 2026 às 17:30
Surto de ciclosporíase causa mortes no Michigan e contamina mais de 11 mil

Duas pessoas faleceram em decorrência de ciclosporíase no Michigan, conforme anunciou o departamento de saúde do estado nesta segunda-feira. Essas mortes foram registradas no contexto de um surto da doença que já registrou mais de 11 mil casos em todo o país.

Os pacientes que perderam a vida apresentavam condições de saúde preexistentes que complicaram a situação, precipitando agravamento pela ciclosporíase e desidratação. Até o momento, a investigação não revelou novos desdobramentos.

Ciclosporíase é uma infecção intestinal que, embora raramente letal, pode ser grave em indivíduos com doenças pré-existentes.

A agência de alimentos e medicamentos (FDA) associou o surto à alface americana proveniente da Taylor Farms, localizada no centro do México, enquanto continuam as buscas por outras possíveis fontes de contaminação.

Ao longo do surto registrado, o departamento de saúde de Michigan identificou até agora 11.234 infecções, com um aumento de 461 casos em relação à última atualização. O condado de Wayne é o mais afetado, com 1.379 casos confirmados.

Adultos na faixa etária de 30 a 39 anos representam a maior parte das infecções, com 2.216 notificações até o momento.

Sobre a ciclosporíase

Ciclosporíase é uma infecção causada pelo parasita Cyclospora, levando a sintomas como diarreia intensa e náusea. Recentemente, os casos da doença têm aumentado consideravelmente nos EUA.

Até 28 de julho, o CDC registrou 6.707 casos laboratoriais confirmados de ciclosporíase, além de mais de 11.500 infecções suspeitas em espera de confirmação.

O CDC, em parceria com autoridades estaduais, está monitorando a situação de perto para atualizar as estatísticas à medida que novos casos são identificados.

Especialistas em segurança alimentar alertam que cortes em agências federais dificultam a resposta a surtos, e já se observa uma diminuição na demanda por alface devido ao surto.

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