Exposição a fungos pode agravar alergias e doenças respiratórias, dizem médicos.

Com o aumento das chuvas em várias regiões, a umidade elevada tem gerado preocupação entre especialistas em saúde respiratória. Os fungos acumulados em paredes e roupas molhadas podem afetar significativamente o sistema respiratório.
Posts nas redes sociais mencionando a dificuldade em secar toalhas e a umidade excessiva em banheiros ganharam destaque entre o último sábado (12) e a quarta-feira (16). Essas informações são especialmente relevantes nesta época do ano, caracterizada pela alternância entre calor e frentes frias.
A médica Roberta Pilla, otorrinolaringologista, destaca que a umidade pode levar ao crescimento de mofo, cujas partículas ficam suspensas no ar. Quando inaladas, podem causar inflamação das vias respiratórias, resultando em sintomas alérgicos como espirros, coriza, obstrução nasal e tosse, além de agravarem condições como asma.
✨ O cheiro forte de mofo é um indicativo de que há umidade e fungos em locais menos visíveis, como atrás de móveis e em armários.
Vazamentos e falta de ventilação também favorecem a proliferação de ácaros, outro fator prejudicial à saúde respiratória. Para minimizar riscos, as orientações médicas incluem eliminar fontes de umidade e ventilar os ambientes.
Manter a umidade abaixo de 60% com desumidificadores e ar-condicionados, além de garantir hidratação adequada e vacinação em dia, ajudam a fortalecer o sistema imunológico contra os fungos.
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Jornalista especializado em Saúde

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