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agricultura
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Preços do tomate caem 15,85% em junho nas Ceasas

Queda de preços reflete aumento da oferta e safra de inverno.

Gabriel Rodrigues22 de julho de 2026 às 10:40
Preços do tomate caem 15,85% em junho nas Ceasas

Os preços do tomate apresentaram um declínio expressivo em várias Centrais de Abastecimento (Ceasas) do Brasil durante o mês de junho. A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) reportou uma diminuição média de 15,85%, levando o valor médio de comercialização para R$ 5,59 por quilo.

A queda no preço do tomate se deve a um aumento na oferta, impulsionado pela intensificação da safra de inverno, mesmo diante de condições climáticas mais frias que retardaram a maturação dos frutos. Na Ceasa de Recife, o preço caiu de forma mais acentuada, com uma média ponderada de 61,32%.

Além do tomate, a melancia, a laranja e a maçã também tiveram descontos em seus preços em diversas Ceasas.

Outros produtos em queda

Com relação a outros produtos hortícolas, a batata apresentou uma ligeira queda em seis das 11 Ceasas pesquisadas, apesar de registrar um aumento nacional de 1,81%. A cenoura teve comportamento mais estável, com um aumento de 0,83%, mas reduziu em cinco Ceasas, com as maiores quedas observadas em Rio Branco e Vitória.

A cebola, por outro lado, continuou sua trajetória de alta, subindo 8,46% em junho, especialmente devido ao término da safra da Região Sul. Já a alface teve um aumento significativo de 11,99%, depois de dois meses de quedas nos preços.

Desempenho das frutas

Em relação às frutas, a melancia teve uma redução média de 24,02% nos preços no atacado, enquanto a laranja caiu 13,20%. A maçã seguiu a tendência de queda com um recuo médio de 2,81%. O mamão também sofreu uma desaceleração, mas teve resultados variados nas Ceasas.

Por outro lado, a banana foi a única fruta que viu um aumento de valores, com alta de 2,10%, refletindo uma diminuição na oferta devido ao clima frio nos principais estados produtores.

Exportações em alta

No mercado externo, as exportações de frutas brasileiras no primeiro semestre de 2026 alcançaram 632,85 mil toneladas, um incremento de 13% em comparação ao mesmo período do ano anterior. O crescimento nas exportações resultou em um faturamento de US$ 775 milhões, marcando uma alta de 19,2%.

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