Desvalorização intensa marca início do ano no setor

Os preços do suíno vivo apresentaram queda em abril, afetando todas as regiões monitoradas pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). Essa desvalorização ocorre após semanas de forte pressão negativa nos valores.
Em São Paulo, a queda acumulada chega a 32,8% considerando o deflacionamento pelo IGP-DI de março, sendo essa a maior desvalorização para o primeiro quadrimestre desde 2002. Parte dessa diminuição se deve a um consumo interno ainda frágil, apesar da forte demanda externa pela carne brasileira, que limita a oferta no mercado local.
✨ As médias de preços do suíno estão em níveis críticos, exigindo atenção do setor.
No mercado atacadista, as vendas também apresentaram recuo, embora em menor intensidade. Para a Grande São Paulo, a queda acumulada em termos reais é de 30,1% no ano, com a média da carcaça especial suína atingindo os menores valores desde fevereiro de 2019.
Para o mês de maio, especialistas consultados pelo Cepea sinalizam uma possível estabilização nos preços do suíno e de seus cortes. Essa expectativa se baseia no recebimento de salários, na comemoração do Dia das Mães em 10 de maio e no término do período de feriados.
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