Controle do ácaro Tetranychus urticae é crucial em climas quentes

Produtores de mamão devem ficar atentos à presença do ácaro rajado, especialmente durante períodos quentes e secos, quando o risco de infestação aumenta significativamente.
Esse ácaro, conhecido cientificamente como Tetranychus urticae, é capaz de desestabilizar a cultura, pois se alimenta da seiva da planta, resultando em manchas amarelas nas folhas, necrose e ainda prejudicando o tamanho e a qualidade do fruto.
Os ácaros rajados são mais comuns na parte inferior das folhas, onde iniciam o ataque próximo às nervuras antes de se espalharem pela planta. Alexandre Hanazaki, gerente de desenvolvimento de produtos da East-West Seed, ressalta a importância de um controle preventivo eficaz.
✨ O controle começa com a remoção de plantas daninhas que oferecem abrigo à praga.
Hanazaki recomenda inspeções frequentes na parte inferior das folhas, pois essa prática possibilita a detecção precoce do ácaro, permitindo o tratamento em toda a área afetada.
A escolha de variedades com maior resistência é uma estratégia válida. O mamão Sabrosa, por exemplo, possui folhas mais robustas e com maior massa foliar, o que dificulta a infestação pelo ácaro.
Além disso, a aplicação de acaricidas registrados para o cultivo do mamão é crucial. Produtos como enxofre e calda sulfocálcica podem funcionar como repelentes, enquanto opções de controle biológico são recomendadas.
Hanazaki adverte contra o uso de piretróides e organofosforados, que podem prejudicar os inimigos naturais da praga e causar um desequilíbrio no ecossistema agrícola.
✨ O excesso de nitrogênio na nutrição das plantas também pode favorecer o desenvolvimento da praga.
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Jornalista especializado em Agronegócio

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