Mudança no comércio promete fortalecer o setor frutal nacional.

A partir desta sexta-feira, 1º de dezembro, a uva brasileira poderá ser importada para a União Europeia sem a cobrança de tarifa, uma mudança que é vista como um marco significativo para a fruticultura do país.
Essa medida é resultado da implementação provisória da fase comercial do Acordo entre a União Europeia e o Mercosul, o que fortalece a competitividade da fruta brasileira nesse mercado estratégico e rigoroso.
O Acordo União Europeia-Mercosul é um tratado de livre comércio que envolve os membros do Mercosul — Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai — e os 27 países da União Europeia. Seu principal objetivo é facilitar o comércio e aumentar os investimentos, promovendo normas mais previsíveis entre os dois blocos.
✨ Cerca de 39% dos produtos agropecuários brasileiros, incluindo a uva, já estão com tarifa zero a partir do novo acordo.
Embora a implementação atenda a uma fase provisória, os benefícios comerciais, como a eliminação de tarifas, já podem ser aplicados enquanto o acordo ainda está em processo de aprovação definitiva nos parlamentos da Europa.
Em 2025, a produção brasileira de uva alcançou um novo patamar, com exportações de mais de 62 mil toneladas, um incremento de 5,62% em relação ao ano anterior, resultando em um faturamento de US$ 158,7 milhões.
Esse crescimento reforça a importância da cadeia produtiva da uva no agronegócio nacional, contribuindo para a geração de empregos e o desenvolvimento econômico social.
Pernambuco é o maior produtor de uva do Brasil, com 755,2 mil toneladas, seguido pelo Rio Grande do Sul, com 686,6 mil toneladas, ambos contribuindo significativamente para abastecer o mercado interno e as exportações.
Os diretores da Abrafrutas destacam que a remoção da tarifa posiciona ainda melhor o Brasil no mercado europeu: 'A qualidade e a regularidade da produção brasileira são reconhecidas. A eliminação da tarifa proporciona uma grande oportunidade para expandir as exportações e gerar mais valor a todos os envolvidos na cadeia produtiva', afirma Eduardo Brandão.
Além da uva, outras frutas brasileiras também terão suas tarifas progressivamente reduzidas, como o abacate, limão, melão, entre outros. Isso indica um potencial adicional para o mercado exportador brasileiro.
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Jornalista especializado em Agronegócio

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