Relatório analisa fatores que influenciam o bem-estar dos peixes e a produção na aquicultura brasileira.

A identificação de sinais de estresse e agressividade em peixes, especialmente na tilápia, é mais desafiadora do que em animais de companhia, como cães e gatos. Caroline Maia, especialista da Alianima, destaca como a água cria uma barreira entre o criador e seu animal, dificultando essa observação.
Mudanças comportamentais e no ambiente aquático podem sinalizar problemas. Sinais visíveis como sangue na água ou perda de escamas são alarmantes. Para auxiliar na identificação desses sinais, a Alianima lançou a terceira edição do Observatório do Peixe, que foca no bem-estar das tilápias.
✨ Desde 2015, a produção de tilápias no Brasil cresceu 148,2%, passando de 285 mil toneladas para aproximadamente 707,5 mil toneladas em 2025.
O estudo abrange diversos fatores que influenciam tanto o bem-estar dos peixes quanto os resultados da produção, como alimentação, qualidade da água e manejo. Segundo Maia, evidências científicas mostram que práticas que reduzem o estresse estão associadas a melhores indicadores produtivos.
A observação do comportamento dos peixes na hora da alimentação também é crucial. Se restar ração após cinco minutos ou se o consumo for muito rápido, pode indicar alterações. Padrões de nado e agrupamento em locais específicos do tanque são outros fatores a serem observados.
Além de aumentar a produtividade, práticas adequadas que garantem o bem-estar dos peixes também podem impactar a qualidade do pescado, reduzindo a rigidez do filé. No entanto, a Alianima enfrenta desafios para obter dados de propriedades para implementar melhorias.
Com a tilápia representando 70% da produção de peixes no Brasil e 92% do volume exportado pela piscicultura nacional em 2025, as questões de sustentabilidade, competitividade e rastreabilidade se tornam cada vez mais importantes nesse setor em crescimento.
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