Entidade pede ações ao Itamaraty e ao Senado para lidar com restrições

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) tomou uma posição firme contra a recente decisão da União Europeia de suspender, a partir desta quinta-feira (3), a entrada de produtos de origem animal brasileiros no bloco. A entidade enviou ofícios ao Ministério das Relações Exteriores (MRE) e à Comissão de Relações Exteriores do Senado, solicitando ações imediatas.
De acordo com o presidente da CNA, João Martins, essa decisão desconsidera o rigor do sistema de defesa e inspeção sanitária do Brasil. Ele argumenta que a medida poderá causar prejuízos significativos às cadeias produtivas do país, além de criar uma injustificada distorção no acesso ao mercado europeu.
✨ A CNA pede ao governo brasileiro que avalie a possibilidade de acionar o Mecanismo de Reequilíbrio de Concessões conforme o acordo entre Mercosul e União Europeia.
Martins enfatiza que a suspensão importações é uma redução dos benefícios comerciais esperados pelo Brasil no comércio internacional, solicitando medidas que restaurarem o equilíbrio comercial, como compensações ou a suspensão de concessões tarifárias à UE.
"Não é de hoje que a União Europeia tem adotado práticas protecionistas que dificultam o acesso do Brasil ao mercado europeu
Com apenas 1,5 mil fazendas habilitadas a exportar carne bovina para a UE, um número que já foi 15 mil, as barreiras comerciais têm um impacto direto na economia brasileira e na imagem da proteína animal do país, afetando sua credibilidade no mercado global.
Em um ofício adicional ao senador Nelsinho Trad, a CNA requisitou medidas urgentes pela Comissão de Relações Exteriores do Senado, incluindo a proposta de uma audiência pública com os ministros relacionados para discutir os impactos econômicos da decisão europeia e as ações defensivas que podem ser adotadas.
✨ A entidade também sugere reuniões com representantes da União Europeia para obter esclarecimentos sobre a decisão e explorar alternativas que mantenham o fluxo comercial.
Martins ressalta que a intervenção rápida do Senado é crucial para garantir a competitividade dos produtores rurais no Brasil e restaurar o equilíbrio nas relações bilaterais com a União Europeia.
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Jornalista especializado em Agronegócio

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