Comércio de produtos pesqueiros cresce 0,7% e atinge US$ 184 bi em 2024
Relatório da FAO destaca aumento na produção global de aquicultura.

O comércio internacional de produtos da aquicultura e pesca alcançou US$ 184 bilhões em 2024, crescendo 0,7% em relação ao ano anterior, quando totalizou US$ 182,7 bilhões.
Esse segmento representa mais de 9% do comércio agrícola total e cerca de 1% do comércio global de mercadorias, conforme revelado no relatório da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) intitulado "O estado mundial da pesca e aquicultura 2026", divulgado em 16 de junho.
Produção Pesqueira em Alta
A produção total de produtos aquícolas e pesqueiros atingiu um recorde de 235 milhões de toneladas em 2024, com 195 milhões de toneladas provenientes de animais aquáticos e 40 milhões de toneladas de algas, representando um aumento de 2,8% em relação a 2023. A FAO prevê que até 2034 a produção de animais aquáticos crescerá 8%, com a aquicultura contribuindo com um expressivo crescimento de 26%.
✨ O setor de aquicultura foi responsável por 60% do total da produção em 2024.
Dados Informativos
Cerca de 61% da produção total ocorreu em zonas marinhas, enquanto 39% foi extraído de ambientes de água doce. Excluindo algas, a aquicultura marcava 103 milhões de toneladas, enquanto a pesca registrava 92 milhões de toneladas.
Impacto Econômico e Distribuição Regional
Na América Latina e Caribe, a produção pesqueira e de aquicultura totalizou 13 milhões de toneladas, equivalendo a 9% da produção global. Essa região gerou um superávit comercial de US$ 21 bilhões, contribuindo com 4% da oferta mundial de alimentos aquáticos.
A FAO identificou que os produtos aquáticos de origem animal mais consumidos incluem peixes (68%), crustáceos (22%) e moluscos (11%), com destaque para o salmão e camarão como os mais valiosos no mercado.
Os países asiáticos dominaram 72% da produção global, sendo a China a líder com 36% da quota, seguida por Índia (9%) e Indonésia (7%).
Sustentabilidade e Desafios Ambientais
A porcentagem de estoques marinhos considerados sustentáveis caiu para 62,4% em 2023. A degradação de habitats se destacou como a principal ameaça nas bacias hidrográficas, afetando 54% delas, e a poluição representou um problema significativo em 27% das regiões.
"A América Latina e o Caribe têm um papel crucial no fornecimento global de produtos pesqueiros, sustentado por ecossistemas marinhos produtivos e um setor de aquicultura em crescimento, afirma René Orellana Halkyer, da FAO para a região.
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