Câmara Setorial do Trigo discute consequências climáticas e alternativas de abastecimento

A reunião da Câmara Setorial do Trigo do Estado de São Paulo, ocorrida na última quinta-feira, abordou as repercussões do fenômeno climático El Niño sobre a colheita do trigo. Especialistas, como Douglas Araújo da CJ Internacional, alertaram que o excesso de chuvas traz riscos significativos para as safras no Rio Grande do Sul e no Paraná.
Em contraste, a expectativa para São Paulo é mais otimista, com menor chance de sofrer danos severos. De acordo com a análise apresentada durante o encontro, os altos níveis de precipitação são uma preocupação para os cultivos nas regiões Sul do Brasil.
Araújo destacou que a situação já reflete os impactos do El Niño e poderia limitar a produção de trigo naquelas áreas. Para o mercado paulista, a situação é vista de forma bastante diferente. Max Piermartiri, presidente do Sindustrigo, afirmou que a produção de trigo em São Paulo deverá se manter estável.
✨ Dessa forma, o cenário agrícola brasileiro se apresenta divergente para as diferentes regiões.
No que diz respeito ao abastecimento da indústria moageira em São Paulo, a Argentina continua a ser a alternativa mais competitiva. Araújo explicou que o país vizinho se beneficia de uma projeção de safra de 21 milhões de toneladas, além de custos logísticos mais baixos.
Essa competitividade mantém a Argentina como a principal fonte de trigo para a indústria de moagem no estado, apesar das preocupações climáticas que afetam o Sul.
A Câmara Setorial do Trigo é um órgão colaborativo onde representantes do setor agrícola se reúnem para discutir e analisar as tendências e os desafios enfrentados pela cultura do trigo no Brasil.
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Jornalista especializado em Agronegócio

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