Empresas brasileiras enfrentam riscos com tarifas elevadas

O Ministério do Comércio da China (Mofcom) informou que as importações de carne bovina in natura do Brasil já atingiram 90% do volume máximo permitido para 2026 dentro do regime de salvaguardas. Segundo o comunicado divulgado nesta segunda-feira (10), o Brasil exportou até agora 995,4 mil toneladas para os portos chineses.
O limite anual de importação estabelecido para a carne bovina brasileira é de 1,106 milhão de toneladas, com uma tarifa padrão de 12%. Contudo, quando a cota total é atingida, as cargas adicionais sofrerão uma tarifa de 55%, elevando o imposto sobre a importação para 67%.
✨ Os frigoríficos têm motivos para se preocupar com os riscos de tarifas adicionais devido ao preenchimento da cota.
Esse cenário gera um alerta significativo para os frigoríficos brasileiros, uma vez que existe um intervalo considerável entre o embarque da carne no Brasil e sua liberação na China. Os navios levam de 45 a 60 dias para completar a viagem, o que pode resultar em uma situação em que embarques feitos agora cheguem ao país quando a cota já estiver esgotada, obrigando o pagamento do imposto mais alto.
Cientes desse risco, os frigoríficos decidiram reduzir suas remessas, conforme revela a Secretaria de Comércio Exterior (Secex). Em julho, os embarques para a China caíram para 85,7 mil toneladas, apresentando um recuo de 47% em relação ao mês anterior.
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