Setor de carne de frango e ovos enfrentam desafios devido a restrições e baixa liquidez

O mercado brasileiro de produtos avícolas fechou o mês de outubro com preços pressionados devido a uma demanda enfraquecida. Apesar disso, as restrições comerciais relacionadas aos novos casos de doença de Newcastle em Santa Catarina não tiveram impactos significativos até o momento.
Análises do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) indicam que, embora a confirmação de novos casos de Newcastle tenha gerado embargos em certos mercados, como o do México e da Malásia, isso ainda não causou alterações relevantes no mercado doméstico.
✨ Os preços dos ovos atingiram os menores níveis para um mês de outubro desde 2019, considerando a inflação.
As leves quedas nos preços observadas recentemente estão mais relacionadas ao típico enfraquecimento da demanda do final do mês do que às restrições comerciais. Até agora, não houve aumento anormal na oferta de carne de frango da Região Sul, que é direcionada ao mercado paulista.
Para o segmento de ovos, a principal pressão sobre os preços se originou na baixa liquidez do mercado, que foi agravada pelo enfraquecimento das vendas neste final de mês. A expectativa do setor é que a demanda se recupere em novembro, quando a liberação de salários pode impulsionar o consumo.
O setor de carne de frango, por sua vez, continua monitorando a situação das restrições sanitárias internacionais. Se essas restrições se prolongarem, pode haver um redirecionamento de produtos que estavam destinados à exportação para o mercado interno, ampliando a oferta e, consequentemente, pressionando os preços.
Assim, tanto a carne de frango quanto os ovos enfrentam um outubro desafiador, pressionados pela demanda doméstica, e a situação do setor pode se agravar caso novas restrições comerciais venham a ser implementadas.
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