Treze propriedades receberam certificação ABR e BCI, destacando a responsabilidade socioambiental na produção.

Minas Gerais concluiu o ciclo de certificação da safra de algodão 2025/2026, reconhecendo 13 propriedades rurais no Programa Algodão Brasileiro Responsável (ABR) e pela Better Cotton Initiative (BCI). Essa certificação destaca a importância da produção sob critérios de responsabilidade socioambiental e rastreabilidade, especialmente em negociações com a indústria têxtil e compradores internacionais.
A certificação foi finalizada pela Associação Mineira dos Produtores de Algodão (Amipa), que acompanhou tecnicamente as fazendas durante o processo de adequação. Para obter a aprovação, as propriedades passaram por avaliações sobre as condições de produção, identificação de irregularidades e a implementação de medidas corretivas antes das auditorias.
✨ Minas Gerais ocupa a quarta posição na produção brasileira de algodão na safra 2025/2026, com mais de 39 mil hectares cultivados, dos quais mais de 17 mil hectares estão certificados.
A certificação exige o cumprimento de normas relacionadas a trabalho, segurança dos funcionários, conservação ambiental e organização das atividades agrícolas. Para a combinação das certificações ABR e BCI, as propriedades devem alcançar pelo menos 90% de conformidade nos critérios avaliados.
Segundo Luis André de Queiroz, consultor técnico da Amipa, antes da auditoria, é feita uma análise das propriedades para identificar ajustes necessários, com a entidade fornecendo orientação técnica e modelos de documentos. Os requisitos avaliados incluem a observância da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), a aplicação da Norma Regulamentadora nº 31 (NR-31) e melhores práticas agrícolas.
Além disso, o programa considera a conservação do solo, manejo de resíduos e gestão das propriedades, com ênfase na rastreabilidade, que permite documentar a origem da fibra e o acompanhamento das etapas produtivas.
No Grupo Farroupilha, com sede em Patos de Minas, cinco propriedades conseguiram certificação em Minas Gerais. As unidades estão distribuídas pelos municípios de Coromandel, Presidente Olegário, São Gonçalo do Abaeté e Buritizeiro. Carolina Lara Vasconcelos Ferreira, gerente de Saúde, Segurança e Sustentabilidade do grupo, ressaltou que a auditoria externa assegura práticas seguras no uso de defensivos agrícolas.
Daniel Bruxel, presidente da Amipa, destacou que a adoção de certificações auxilia a aprimorar a administração das fazendas e a atender requisitos do mercado. Além disso, empresas também começam a considerar avaliações sobre adaptação climática e sustentabilidade.
A Amipa participa do programa Certifica Minas Algodão, visando integrar diferentes mecanismos de verificação na produção. Com a crescente necessidade de transparência na cadeia de fornecimento, a certificação se torna um diferencial competitivo para os produtores.
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