Mercado apresenta oscilações enquanto estimativas de produção voltam a ser revisadas.

O preço da soja enfrentou uma nova queda no início desta semana, com o indicador Cepea/Esalq registrando a terceira desvalorização consecutiva. No porto de Paranaguá (PR), a saca fechou a segunda-feira (15/6) cotada a R$ 129,24, refletindo uma redução de 0,47%.
Apesar da tendência negativa recente, Ênio Fernandes, analista da Terra Agronegócios, acredita que os preços firmes devem prevalecer em curto prazo. "Os prêmios da soja para setembro estão 10% acima dos preços atuais em Chicago. Essa valorização é um indicativo de que os produtores podem se beneficiar ao focar nas vendas de longo prazo", afirma.
✨ O Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) anunciou uma previsão de produção global recorde de 429,2 milhões de toneladas de soja para a safra 2025/26.
O Cepea também observa que a elevada oferta global de soja impede que ocorram aumentos significativos nos preços. Na última semana, o USDA ajustou suas expectativas de produção, que agora estão 0,4% acima das previsões anteriores e 0,3% superiores à safra anterior.
Na prática, o mercado de soja viu oscilações variadas em diferentes regiões. Em Ponta Grossa (PR), por exemplo, a saca caiu R$ 2 em relação à última sexta-feira, estabelecendo-se a R$ 124. Em contrapartida, em Lucas do Rio Verde (MT), houve um aumento de R$ 0,50, com o valor da saca atingindo R$ 106,50. Luís Eduardo Magalhães também registrou um avanço de R$ 0,50, negociando a saca a R$ 115.
Na bolsa de Chicago, houve uma valorização, com os contratos para julho encerrando o dia em alta de 0,52%, cotados a US$ 11,1925 por bushel.
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