Fatores como rachaduras e condições climáticas afetam o aproveitamento e o retorno financeiro para os produtores.

A qualidade do fruto do tomate é um fator determinante para o volume da produção que realmente chega ao mercado. Questões como rachaduras, baixa firmeza, falta de uniformidade, ameaças fitossanitárias e danos ocorridos durante o transporte comprometem o aproveitamento comercial dos frutos e, consequentemente, o retorno da lavoura.
Para o especialista Thiago Teodoro, é fundamental que os produtores considerem a diferença entre o volume colhido e a quantidade que se torna produto comercial disponível. O foco não deve estar apenas na quantidade produzida, mas na transformação desse volume em produtos que atendam aos padrões do mercado: "O produtor não olha apenas para o quanto conseguiu produzir. Existe uma diferença importante entre ter volume na lavoura e conseguir transformar esse volume em produto comercial, dentro do padrão que o mercado procura.".
✨ Durante períodos chuvosos, o processo de colheita se torna ainda mais desafiador, com maior pressão de doenças e condições desfavoráveis, aumentando o risco de rachaduras.
A umidade proveniente das chuvas pode provocar rachaduras nos frutos, prejudicando sua aparência e intuitivamente aumentando a quantia descartada na triagem. Além disso, patógenos como Fusarium, Verticillium e viroses, mencionados por Teodoro, exigem atenção desde a escolha das sementes até o manejo das lavouras. O foco deve ser a manutenção da saúde da planta e das características que favoreçam uma boa comercialização.
Thiago Teodoro destaca a importância de avaliar os impactos em toda a cadeia produtiva: "Cada problema tem uma consequência dentro da cadeia. Uma doença pode afetar o desenvolvimento da planta; uma rachadura pode tirar o fruto da classificação desejada; uma menor firmeza pode dificultar o transporte. Por isso, é preciso enxergar o desempenho do híbrido de forma mais ampla.".
Diante dessas adversidades, a seleção de materiais adequados deve contemplar mais do que uma única característica. É essencial escolher plantas que mantenham o desempenho em diferentes condições, produzindo frutos com atributos valorizados no mercado. Nesse contexto, o tomate saladete indeterminado Turim F1 se destaca. Com planta vigorosa, excelente pegamento e boa resistência a rachaduras e doenças, esse híbrido garante frutos com peso médio de 180 gramas, formato cordiforme, boa padronização, firmeza e durabilidade na prateleira.
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Jornalista especializado em Agronegócio

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