Início da colheita no cinturão citrícola gera apreensão sobre preços

A colheita da nova safra de laranja no Brasil, que se inicia em 2026/27, levanta pontos de preocupação entre os produtores da região de São Paulo e do Triângulo Mineiro, segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). As incertezas quanto ao comportamento do mercado e a definição de preços da fruta permeiam o cenário atual.
Assim como na safra anterior, a produção tende a ter início tardio, com uma possível concentração maior na segunda florada. Essa característica gera apreensão sobre como a indústria irá lidar com os contratos de recebimento das laranjas nesta temporada.
✨ Definição de preços será aguardada até 8 de maio.
Pesquisadores do Cepea sinalizam que ainda não há clareza sobre a realização de contratos exclusivos para esta safra. A expectativa é que a definição mais concreta sobre preços e volumes ocorra somente em 8 de maio, data em que o Fundo de Defesa da Citricultura (Fundecitrus) divulgará o levantamento da safra.
Em termos de volume, a safra 2026/27 parece ser um pouco menor do que a anterior, mas ainda assim bastante expressiva. Essa situação é alarmante, considerando as dificuldades enfrentadas pelo mercado na comercialização do suco e nas exportações.
Com a safra 2025/26 se aproximando do fim e com estoques adequados, a qualidade do suco torna-se uma vantagem, mas a necessidade de absorção da novaprodução pela indústria continua a ser uma preocupação significativa.
O setor dá início a esse novo ciclo sem uma visão clara sobre as demandas e preços nos principais mercados, em especial na Europa, que até agora não adquiriu os volumes de laranja esperados para este período.
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Jornalista especializado em Agronegócio

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