Avanço da semeadura e alta nos preços geram nova dinâmica no mercado.

A safra 2026/27 de arroz no Rio Grande do Sul começa a apresentar sinais que podem alterar a discussão sobre a extensão da área cultivada. Sergio Cardoso, analista da cadeia de arroz, destaca que o avanço na semeadura e a recente reação positiva nos preços colocam novos questionamentos no mercado.
O Instituto Rio Grandense do Arroz (IRGA) havia divulgado uma intenção de cultivo de 861,8 mil hectares, o que representa uma redução de aproximadamente 3,4% em relação à safra anterior. Inicialmente, existia a possibilidade de que a área cultivada ficasse abaixo desse volume, dado o cenário de margens apertadas, custos elevados e dificuldades de crédito.
No levantamento de 24 de setembro, foram registrados 155,6 mil hectares semeados, correspondendo a 18,06% da intenção total. Na Fronteira Oeste, por exemplo, foram semeados 130,1 mil hectares, o que equivale a 52,56% do total previsto para a região. A velocidade desse avanço destaca-se em comparação com anos anteriores, onde a Fronteira Oeste apresentou apenas 0,05% em 2025.
Adicionalmente, os preços do arroz tiveram um aumento, superando R$ 80 por saca em importantes pontos de venda do Rio Grande do Sul. Contudo, Cardoso ressalta que é prematuro afirmar que a área cultivada excederá a intenção divulgada, uma vez que fatores como clima e disponibilidade financeira ainda terão um papel crucial nas próximas semanas.
✨ A interação entre preços, condições climáticas e a taxa de semeadura será determinante para confirmar ou superar a área cultivada de 861,8 mil hectares, impactando as previsões de oferta de arroz para 2027.
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Jornalista especializado em Agronegócio

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