Impostos federais impulsionam aumento da carga tributária

De acordo com a Secretaria do Tesouro Nacional, a carga tributária do Brasil alcançou 32,4% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2025, refletindo um aumento de 0,18 ponto percentual em relação ao ano anterior.
Esse crescimento é principalmente atribuído ao aumento da tributação federal, com destaque para o Imposto Sobre Operações Financeiras (IOF), que teve alta em sua alíquota e impactou diretamente a arrecadação.
✨ Carga tributária de 32,4% do PIB marca um novo período de alta na arrecadação federal.
A carga tributária inclui impostos pagos a União, estados e municípios. A União foi responsável por 22,34% do PIB, enquanto os estados contribuíram com 8,48% e os municípios com 2,40%, comparativamente aos 21,6%, 8,38% e 2,42% respectivamente em 2024.
Além do IOF, a arrecadação dos impostos sobre renda, lucros e ganhos de capital subiu 0,23 ponto percentual influenciada pelo aumento da massa salarial. Também houve um crescimento nas contribuições para o RGPS (Regime Geral da Previdência Social), que subiu 0,12 ponto percentual do PIB, impulsionado pela formalização do emprego e o aumento da folha de pagamentos.
O Tesouro Nacional implementou uma nova metodologia recomendada pelo FMI, que exclui as contribuições ao FGTS e ao Sistema S do cálculo da carga tributária. Essa mudança revisitou dados dos últimos anos, com um impacto significativo na percepção da carga tributária que, se consideradas essas contribuições, totalizaria 34,35% do PIB em 2025.
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Jornalista especializado em Economia

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