Aumento de 68% em comparação ao ano passado impacta a cadeia de abastecimento alimentar

O preço médio do diesel nos Estados Unidos atingiu um novo recorde esta semana, chegando a US$ 6,29 por galão, o que representa um aumento de 68% em relação aos US$ 3,74 do ano passado.
Esse aumento ocorre em meio à guerra entre os Estados Unidos e Israel contra o Irã, além dos ataques ucranianos a refinarias russas. Essa alta nos preços do combustível eleva os custos em diversas etapas da cadeia de abastecimento alimentar, desde a colheita nas fazendas até o transporte dos produtos até os supermercados.
Conforme o último Índice de Preços ao Consumidor, os preços dos alimentos aumentaram 2,7% em agosto, comparado ao mesmo período do ano anterior. Apesar dos agricultores terem acesso a diesel para uso fora de estrada, que não é sujeito a impostos estaduais e federais, muitos ainda pagam significativamente mais pelo combustível em comparação ao ano passado.
✨ Os custos de combustível agrícola aumentaram US$ 11 por acre para milho e US$ 7 por acre para soja em relação ao ano passado.
Os contratos futuros de milho, soja e trigo também tiveram altas significativas desde meados de agosto, atingindo máximas em vários anos no início de setembro. Entretanto, as margens de lucro dos agricultores continuam apertadas se comparadas às médias históricas.
Além disso, especialistas alertam que o aumento dos preços dos combustíveis pode elevar os custos de sementes e fertilizantes no próximo ano. Embora o combustível represente uma porcentagem pequena do custo total dos alimentos, os consumidores poderão enfrentar preços mais altos à medida que a cadeia de suprimentos absorver esses custos elevados nos meses seguintes.
Esses impactos podem demorar a se manifestar, já que os varejistas podem tentar absorver aumentos temporários, enquanto contratos de frete firmados a preços mais baixos ainda não refletem as novas taxas de combustível.
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